Em exposição temporária, no Museu do Prado, uma obra prima emprestada pelo museu de Boston: As Filhas de Edward Darley Boit, de John Singer Sargent, junto às Meninas de Velázquez, sua fonte direta de inpsiração. Obra prima que retrata de maneira sutil mas eficaz as meninas de acordo com sua idade: das menores, na fase despreocupada e brincalhona da inocência, às maiores, imersas na penumbra, tímidas, recolhidas, que indica a mudança de espírito para a adolescência.
Muito contrivbui ara esse efeito não apenas a atitude das meninas, como o efeito de luz. Nas meninas menores, ea é luminosa. Já as duas maiores apenas saem da penumbra.
A luz é essencial. É graças a ela que se pode ver o trabalho do gênio, por exemplo, num dos quadros mais extraordinários que já vi na vida, e que só pode ser apreciado no local onde se encontra: a basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari, em Veneza, uma nave grande e escura, onde por obras do próprio artista a luz proveniente das janelas parece incidir justamente na Nossa Senhora no momento de sua assunção – transfomando-a numa aparição, um ser deslumbrante e cheio de vida, que emerge carregada pelos anjos numa prancha de nuvens às portas do paraíso.
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Em Madri encontrei meus cadernos de anotação favoritos. Da Miquelrius. Do tamanho dos moleskines, mas de papel mais finos, suave, e são flexíveis, fáceis de manusear, com folhas que não soltam. Uma delícia de carregar e usar. Achei só os de folha quadriculada; folhas brancas, estranho, não há mais. Mas estes servem.
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