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Cinco contos de amor e um painel revelador da visão masculina sobre os relacionamentos em tempo de reconstrução.
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13/12/2005
Thales, mas este teu texto sobre Ken Follet (meu Deus este homem escreveu muita bobagem...) é muito bom !!!!!!!!!!!!!!! E sua análise sobre esta " tristeza " que é o Codigo da Vinci é muito boa. Fico na tribo do I Pod porque adoro musica e li seu livro de contos.
Luiz Lara



12/12/2005
Oi Thales, tudo bem?
Adorei seu site. É super bem feito, convidativo, interessante. Não sabia que você também escrevia poemas...
Sempre achei que é preciso ter muita coragem para publicar um poema, que ao meu ver é praticamente a "bula" do nosso inconsciente e entrega o que muitas vezes queremos esconder. Não sei porque me lembrei do Ted Hughes quando os li...
Monica Gailewitch



10/12/2005
Adorei o texto do Ken Follet, já recomendado para um bando de gente. Gostei até do Ken Follet, uma surpresa. Gostei também da sua teoria do Código da Vinci e da sua defesa da tal teoria, principalmente da parte que "não se pode dizer que a Coca-Cola é uma bela bebida". Gostei mas discordo, o que é bom para um site que também precisa ser alimentado por polêmicas. O Código vendeu porque é realmente uma história eletrizante, com ingredientes conspiratórios sobre uma obra de domínio público. Não acho que dividiu o mundo entre quem leu e quem não leu. Mas, certamente, virou um produto de massa e um modismo.
Luís Colombini



9/12/2005
Oi Thales, vi o seu site, bem desenhado, interessante. Sobre o Ken Follet: é um bom escritor (embora inconstante, faz coisas boas e coisas ruins). Li todos os livros dele, o que pode parecer uma perda de tempo. Mas se sair um novo, comprarei. O Buraco da Agulha é um livro muitíssimo bem feito. O primeiro livro que li do Follet, no entanto, foi Lie Down with Lions, Na toca do leão, em português. Ele alertou para uma guerra, que para nós à época era desconhecida, a do Afeganistão, quando a CIA e os guerrilheiros mujahedin lutavam contra os russos (Massud, o principal líder antitaliban, morto em um atentado há poucos anos, é personagem do livro). Esse é o melhor livro dele, acho. Pilares da Terra, obra bem pesquisada, deu-me uma nova idéia da arquitetura gótica. Enfim, não dá para desprezar esse inglês.
Parabéns, grande abraço,
Tonico Ferreira



5/12/2005
Pelo MSN, um amigo executivo, com planos para escrever um livro, me faz perguntas pela Internet.

J:então, tudo bem? Como vai o nosso roteiro?

Thales:esta semana estou acabando um capítulo importante do meu livro. Semana que vem vou pegar um pouco o roteiro pra me distrair. Digamos que serão as férias

J:!!!!

J:vc tira férias do trabalho, trabalhando mais!?

Thales: bom, não tenho outro jeito. Descanso a cabeça pensando num problema diferente.

J: bom mesmo para descansar é uma viagem para o meio do mato.

Thales: o mato aqui de Nova York infelizmente é meio longe. Mas concordo. Semana que vem no feriado irei pra Las Vegas... Não deixa de ser um mundo estranho.

J: muito

Thales: mas eu darei notícias... Fique frio, essas coisas são demoradas, escrever tem de sentar a bunda, leva tempo, é assim mesmo.

J: estou aprendendo isso com meu rascunho de livro.

Thales: ah, é? A sua autobiografia?

J: não, a história do M.

Thales: ah... claro. V. é um cara disciplinado, pode conseguir

J: o outline já está com 30 páginas, e é só um cronológico de bullet points.

Thales: bom, imagino então como será a batalha com a artilharia toda. Pra vc ter uma idéia, estou escrevendo um livro aqui que está com 600 mil caracteres.

J: com espaços, meu outline está com 100.140 caracteres. Mas já estou desconfiado que não tenho a capacidade de criar diálogo....

Thales: o diálogo é o mais simples. Você precisa se imaginar na pele do personagem. Você É ele. Então vai saber o que dizer no lugar dele. Eu prefiro a narrativa. Coloco como frases somente as coisas mais importantes, como aspas numa reportagem. Porque conversas tipo - "Oi, como vai?", ou "Você viu o Jorge?" - são tão banais que desestimulam a leitura. Tem que ser coisa do tipo: "Agora vou te matar", ou "A Clarabela está te traindo".

J: É, gostaria de poder clonar sua experiência.

Thales: esqueça a clonagem. Pense com a sua própria cabeça que será muito melhor. O livro é sempre algo muito pessoal.

J: eu quero terminar o "corpo" da história para depois tentar dar uma alma para ela.

Thales: é bom você ter um roteiro inicial, para não se perder pelo caminho. Mas deixe a história dar as suas voltas. Não dá para colocar a "alma" depois. Isso vem fluindo junto com o texto. Quando você começa a escrever pra valer, vai ver que os fatos e as emoções (a alma) vêm junto.

(a ser continuado...)
Thales



 

 

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